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quinta-feira, 24 de maio de 2012

Identificação de padrões ortográficos – dígrafos (II)

Depois do “ch”, na continuação da aprendizagem e reconhecimento dos dígrafos, aprendemos a descodificar o “nh” e o “lh”.
Como o ensino da decifração deve ocorrer em contexto real de leitura, servimo-nos de dois poemas, “Sonhos da Menina” e “Bolhas”, de Cecília Meireles, do seu livro “Ou isto ou aquilo”, que lemos, relemos e...saboreámos.
Partilhámos o poema
“Sonho da menina”
                                       A flor com que a menina sonha
                                      está no sonho?
                                      ou na fronha?
                                     Sonho
                                     risonho:
                                    O vento sozinho
                                    no seu carrinho.
                                    De que tamanho
                                    seria o rebanho?
                                    A vizinha
                                    apanha
                                    a sombrinha
                                    de teia de aranha...
                                   Na lua há um ninho
                                  de passarinho.
                                  A lua com que a menina sonha
                                 é o linho do sonho
                                 ou a lua da fronha?.


terça-feira, 15 de maio de 2012

Identificação de padrões ortográficos - dígrafos

“Aprender a decifrar em português implica aprender a relacionar os sons da língua portuguesa com as letras que os representam.”
Inês Sim-Sim (2009)
Ora, este ensino da correspondência som /grafema (letra) deve assentar na consciência fonológica, mais particularmente na consciência fonémica, ou seja, a capacidade de prestar atenção e identificar e manipular os sons da fala. A particularidade da nossa língua leva a que tenhamos para o mesmo som várias formas de o representar, o que dificulta de certa forma a sua escrita, obrigando a criança a recorrer a outras competências – competência ortográfica, isto é, o conhecimento das regras que regem a língua na sua representação gráfica.
Além desta competência, a criança terá ainda de identificar os padrões ortográficos (grupos consonânticos, dígrafos, entre outros...).Estes requerem um ensino regular e sistemático, de forma a levar a criança a reconhecê-los automaticamente.
Hoje, iniciámos esta matéria com o dígrafo “ch” , que trabalhámos individualmente e em grande grupo para a identificação de palavras com o som x, mas  grafado com o dígrafo “ch”.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Competência ortográfica

Hoje, “Os Amigos” aprenderam que o som “zzz” se pode representar sem ser pela letra Z. Foram realizadas atividades diversificadas para que os alunos descobrissem qual a letra que poderia ter o som “zzz” e em que condições isso acontecia (regra ortográfica).
A competência ortográfica (relativa às normas que estabelecem a representação escrita das palavras) exige muito dos nossos alunos. Só pela sua atenção e pelo seu esforço conseguirão:
- distinguir os sons que fazem parte da palavra;
- saber como esses sons podem ser grafados;
- decidir, em muitos casos, entre as possíveis formas de representação desses sons na  escrita, por aquela que está de acordo com a norma ortográfica.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Recodificação fonológica


A aprendizagem da linguagem escrita depende de dois fatores, que reputamos de máxima importância: uma ação pedagógica sistematizada por parte de quem ensina e força de vontade em assimilar por parte de quem aprende. A fim de estimular essa vontade é necessário recorrer, por vezes, a atividades lúdicas incentivadoras. Foi o que fizemos hoje: jogámos um loto de palavras.
Esta atividade teve como finalidade estimular e promover a automatização do reconhecimento de palavras, pois esta automatização encurta o tempo e o esforço de processamento, fazendo que os alunos acedam de forma mais rápida à decifração das palavras.
O jogo consiste no tradicional jogo do loto ou bingo, como também é conhecido. A cada aluno é distribuído um cartão com oito palavras escritas, de um total de sessenta. Haverá um “cantador”, que retira de um saco uma ilustração, que tem de identificar a palavra correspondente e que a “cantará” imediatamente para os restantes alunos. É ponto assente que se deverá pronunciar lentamente, e bem, a palavra que saiu; os alunos terão que procurar (ler) se no seu cartão essa palavra se encontra grafada. Se estiver, terá de a identificar e colocar sobre ela um marcador previamente distribuído.
Ganhará aquele que preencher mais rapidamente o cartão, dizendo a palavra “bingo”.
Foi uma atividade que motivou e agradou a todos os alunos pelo que repetiremos outras vezes já que os conduzirá a um reconhecimento automático mais rápido e eficiente de sílabas e de palavras, ou seja à leitura.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Correspondência som/grafema: a letra R

Partindo do poema “Roda na rua”, de Cecília Meireles, trabalhámos a correspondência som inicial / letra e identificámos a letra.
Explorámos o texto relativamente à compreensão da leitura (atividades antes, durante e depois da leitura). O professor procedeu à leitura do texto seguida da leitura em coro pelos alunos.
 Mostrámos imagens que representavam palavras do poema e outras iniciadas pelo som [R], para tratar este som em início de palavra. Após a identificação da palavra o professor pronunciava essa palavra com o prolongamento da consoante inicial de forma exagerada para que os alunos a repetissem: ([RRRRRR]oda). Depois da identificação e reconhecimento do som inicial das várias palavras, mostrámos a letra que representa esse som e os alunos grafaram-na.
No final, com as palavras ditas pelos alunos na atividade antes da leitura (antecipar conteúdos com base no título – O que pode rodar na rua?), e que tínhamos escrito no quadro, propusemos-lhes que escrevessem um poema coletivo, imitando Cecília Meireles, e o resultado foi o texto que a seguir transcrevemos.
Roda na rua
Roda na rua
O arco na mão do Rui.
Roda na rua
O pião da Rute.
A bola na rua
Rebola na relva.
Roda na rua
O volante redondo.
A carroça, na rua.


quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Leitura e escrita

Como estamos a aprender o fonema “p” e o grafema que lhe corresponde, aproveitámos o jogo de futebol de Portugal, realizado ontem, para efetuarmos uma lista de palavras começadas por esse fonema. Cada aluno dizia uma palavra e o professor escrevia-a no quadro.
Depois de cada um ter proferido um vocábulo, identificámo-lo grafado no quadro, fizemos a divisão silábica por meio de batimentos e dizendo o número de sílabas por que era formado, identificando-as por círculos. Seguidamente, tínhamos que identificar a sílaba onde estava o som (fonema) “p”, sinalizando-a com um triângulo de cor vermelha.   
No final, cada um de nós pronunciou a sílaba sinalizada e depois analisámos a lista de palavras e concluímos que:
- algumas palavras se escreviam com letra maiúscula, que eram os nomes das pessoas e do país;
- que o grafema “p” nunca aparece escrito sozinho, estando sempre acompanhado pelas vogais, por ditongos e, às vezes, junto de outra consoante;
- aprendemos a ler e a escrever as sílabas “pa”, “pe” , “pi”, “po”, e “pu” e também quando o “p” esta acompanhado com os ditongos, como “pai”, "pau", "pão", "põe"...
Agora é só treinar!  


terça-feira, 4 de outubro de 2011

Finalmente!


“A escola é um sítio onde se aprende a ler e a escrever e a fazer novos amigos”.

Esta foi uma das vinte e quatro frases que foram ditas pelos nossos meninos no segundo dia de atividades escolares, quando responderam à nossa pergunta - “O que é a escola para cada um de vós?”
Passaram já alguns dias deste novo ano escolar. Estas vinte e quatro crianças suspiravam pelo seu dia D. Que se passaria nestas cabecinhas, como bateriam mais rápidos os seus coraçõezinhos quando aprendessem a primeira letra? A ansiedade aumentava a cada dia que passava! Hoje, finalmente, chegou esse momento: vamos aprender uma letra. Ainda bem que já íamos ter a chave para desvendar mistérios sem fim.
 E apareceu o Ivo, a sua história e a sua canção.
Memorizámos as palavras da canção, fizemos a segmentação em sílabas e isolámos o primeiro som - i -. Descobrimos outras palavras com o mesmo som inicial e grafámos esse som no quadro para depois o verbalizarmos outra vez. Grafámos o - i – no caderno também e treinámos a sua grafia.
 Pouco tempo depois: - Como me dói o braço! 
Afinal, estes mistérios do ler e do escrever têm os seus custos. Mas o que se obtém com trabalho e com o nosso próprio esforço, como é aprender a ler e a escrever, é a riqueza que vamos acumulando em nós.
 É apenas o início de uma grande aventura!